Riscos ao Calibrar Incorretamente os Pneus do seu Veículo

Além de reduzir vida útil dos pneus do carro, deixar de calibrá-los de forma correta pode aumentar o consumo de combustível em 4%. Entretanto, os riscos vão muito além do seu bolso, já que a falta de calibragem dos pneus coloca em risco a segurança do seu veículo, logo, a sua e de quem lhe acompanha. O ideal é encher os pneus toda semana, de acordo com a pressão indicada pela montadora, quando os pneus ainda estiverem frios, ou seja, não tiverem rodado tanto no dia da calibragem.

Problemas causados pela falta de pressão

1 – Danos por impacto aos pneus

Além dos pneus terem uma redução de 30% na durabilidade por causa da baixa pressão, eles ficam mais sensíveis à danos nas laterais por impacto. Situações como choque contra o meio fio e queda em buraco podem fazer com que bolhas apareçam nos pneus, e se elas estourarem, os pneus se tornam inutilizáveis.

2 – O carro fica mais suscetível à aquaplanagem

Qualquer variação na pressão dos pneus pode alterar o comportamento do veículo, pois eles estão diretamente ligados à dinâmica do carro. Quando o pneu fica calibrado abaixo do indicado, mais murcho então, sua área de contato com o solo aumenta e ele empurra a água para frente ao entrar em um piso molhado, ocorrendo assim um acúmulo maior de água no caminho. Esse é o gatilho para a aquaplanagem.

3 – SUVs podem capotar

Por sua estrutura com o centro de gravidade mais alto do que veículos sedãs, por exemplo, os SUVs são mais propensos a capotamentos, o que pode piorar se a calibragem não estiver em dia.

Em geral, os SUVs tem pneus maiores, com paredes grandes nas laterais. Com pneu murcho, as laterais baixam, a área de contato do pneu com o solo aumenta e isso pode fazer com que ele “segure” demais no chão. Assim, o veículo acaba não jogando a traseira durante a curva, podendo acarretar um capotamento, mesmo com o controle de estabilidade. Entretanto, esse tipo de situação varia de acordo com a construção lateral dos pneus. Em alguns carros o efeito pode ser o contrário.

4 – O pneu pode escapar da roda

A má calibragem dos pneus pode levar o carro ao detalonamento que, apesar de ser uma situação rara e exigir uma série de fatores para acontecer, pode fazer o pneu escapar da roda. Para que isso aconteça, além da baixa pressão dos pneus, o veículo deve estar pesado e numa curva bastante fechada.

Excesso de Pressão

1 – A performance de frenagem do veículo pode piorar

A lateral do pneu é responsável por carregar a maior parte da carga do veículo, logo, quando há excesso de pressão na calibragem, essa lateral levanta e a área de contato do pneu com o solo diminui. Assim o carro pode aumentar seu espaço de frenagem., porém não é possível quantificar isso, já que envolve variáveis como peso do carro, dimensão do pneu, sistema de frenagem, entre outros.

2 - Picape pode perder estabilidade no eixo traseiro

Quando há falhas na calibragem, todo tipo de carroceria sofre impactos, principalmente a picape, que fica bastante instável quando os pneus têm uma pressão acima do normal. Sempre que carregar a picape, é necessário aumentar a pressão dos pneus e, ao esvaziá-la, a pressão deve ser reduzida ao normal recomendado pela montadora.

Como saber qual é a pressão correta para o seu veículo?

A pressão é definida conforme a carga do veículo e a geometria do pneu, de acordo com as especificações do fabricante do veículo e as regulamentações internacionais (INMETRO).

Dicas de Segurança

  • Calibre os pneus a cada 15 dias(mínimo) ou antes de uma viagem.

  • Se um pneu perde mais que 1,5 PSI/mês, existe um risco de fuga anormal da pressão: verificar o conjunto pneu/roda com um profissional qualificado.

  • Nunca desinfle um pneu aquecido.

  • Ter tampas nas válvulas de todos os pneus.

  • Não esqueça de verificar a pressão do pneu estepe.

  • Depois de rodar com uma pressão muito baixa, nunca calibrar o pneu novamente sem verificar se seu interior apresenta alguma anomalia.

  • Um pneu inflado com nitrogênio deve ser verificado segundo as mesmas regras de um pneu inflado com ar. A utilização do nitrogênio não substitui a verificação quinzenal da pressão dos pneus.


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